Encontrei este vídeo com a dança que vi no casamento. Os desgraçados rodam sempre no mesmo sentido, seja qual for o tempo que a música demore.
http://www.youtube.com/watch?v=gTQ9QH1qN7Y&feature=related
A dança era gira e tal, mas já iam sendo horas de comer qualquer coisita. Alto lá, ainda não é hora. Informo que eram quase 11h.
Segundo os costumes locais, os noivos têm que abrir o baile. Isso mesmo, antes da janta (agora compreendo a demora dos noivos, foram aconchegar o estômago). Costumes são costumes e vamos então assistir à abertura do bailarico. Os noivos dançam a valsa e eu a pensar que a coisa estava feita. Errado! Os pais também têm que dançar e depois trocar de pares e os irmãos e irmãs e padrinhos.... como se alguém tivesse vontade de dançar com o estômago a dar horas há horas! Depois de 7 ou 8 músicas é, finalmente dada ordem para o jantar. Já passava das 11 e muito.
E agora era giro ver o pessoal a correr para as mesas do buffet. Uma espanhola e outra árabe. Mas naquela altura não interessava, era o que aparecesse primeiro, que ninguém estava para esquisitices. E enfim, comeu-se!
A comida era boa, é verdade. Foi aliás uma coisa que me surpreendeu. A comida é muito saborosa, sem exageros nas especiarias e fosse qual fosse o sítio onde comessemos.
Depois da comidita, há que reparar nas toilettes e nos penteados. Lembrei-me muitas vezes, nessa noite, do Nicolau Tolentino e do seu "O colchão dentro do toucado". Aqueles penteados era um maravilha da técnica. Uns penteados enormes, altíssimos, autênticos arranha-céus capilares. Aquilo intrigava-me e os meus olhos não se desviavam daquelas maravilhas. Já vinham desde a igreja e mesmo ao fim daquele tempo todo, nem um pelinho saía do lugar. Fantástico! Foram gastos litros de laca ou sei lá do quê para segurar aquelas autênticas obras da engenharia. Queriam fotos? Também eu, mas tive vergonha de apontar a máquina aos cabelos. Quanto às farpelas, nada digno de registo, mais manga menos manga, mais curto ou mais comprido, nada do outro mundo.
E agora apetecia-me um café. Não sei como vais fazer, mas café não há. Nem chá. Foi-me dito que não se serviam bebidas feitas no local. Pimbas. E eu mortinha por um café, já sentia a cabeça a doer com o síndrome de abstinência. Àquela hora onde ia arranjar um cafezito? Em lado nenhum.
Passamos para a zona do baile e do bar. Estou de trombas, não danço, quero café!
Quando dou por mim estou a beber coca-cola. Sempre tem alguma cafeinazita, para enganar o vício. E até resultou, digo-vos.
4 da manhã e desistimos da festa. O José já tinha dançado tudo o que havia para dançar e eu já tinha mirado tudo o que havia para mirar. O hotel ficava pertinho e quando lá cheguei perguntei ao rapazinho se não me arrranjava um cafézito. Ainda não tinha parado de pensar no café, há horas que pensava nele. E maravilha, o mecinho trouxe-me uma chávena de café frio, sem pires e sem açucar. Bebi aquela coisa assim mesmo, remédio é remédio e sem lhe dizer que poderia ter deixado a máquina aquecer antes de tirar o café. O que contava era a boa vontade e ele teve-a.
E fomos para a cama, descansar, que já eram mais que horas.
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30.9.10
Há meses que aqui não vinha...
Enfim, mais vale tarde que nunca.
Como alguns sabem, fui a um casamento a Damasco, na Síria. É um sítio tão bom como qualquer outro, para casar. Sendo a noivo de Málaga e a noiva de Damasco, fica tudo explicado.
A noiva é católica, por isso era suposto não haver grandes diferenças nos procedimentos.
Mas vou começar do princípio, porque é assim que deve ser feito.
A partir do momento em que é feito o pedido da mão da menina, a família da noiva não faz mais nada, como por exemplo organizar a boda. Fica tudo a cargo da família do noivo e imagino as dificuldades do mocinho para organizar a cerimónia e o banquete. Apesar de ser diplomata não deve ter sido fácil.
Antes da cerimónia religiosa, vai uma delegação a casa do noivo, para o acompanhar à igreja, não vá o noivo fugir. O seguro morreu de velho, mesmo na Síria. Na entrada da igreja ficam em fila, os pais do noivo, o noivo, os pais da noiva e os irmãos da noiva e respectivos consortes, se os houver. Têm que receber todos os convidados, o que é uma seca, tanto para eles como para os convivas. Mas enfim, a coisa fez-se, com mais ou menos sacrifício. O noivo entra na igreja pelo braço da mãe, a mãe da noiva é acompanhada pelo pai do noivo. Quando a noiva chega, entra na igreja pelo braço do pai. A cerimónia é idêntica às nossas, tendo sido esta celebrada em duas línguas para ninguém perder pitada.
Depois de casados, os noivos saem para o jardim da igreja e são cumprimentados e felicitados por toda a gente, o que demora o seu tempo. É servido depois um coktail ligeiro, um copo de cava e pouco mais, para o povo não perder o apetite para o jantar. O casamento foi às 6 da tarde e com estes rituais todos, eram 8 horas e ainda lá estávamos. Agora vai-se para o local do banquete e vamos à comidinha. Como cá, os noivos são os últimos a chegar.
O local era muito bonito, um palácio que é apenas usado para eventos deste género. Foram-nos servidas bebidas com fartura, alcoólicas e não alcoólicas, mas nada de aperitivos ou tira gosto. Nada! Mais uma cava, mais um vinho, mais um sumo ou vodka ou gim... Comida, népias.
9 horas e nada de noivos. Mais uma bebida e duas de treta para entreter. Comida ainda não, é preciso ter calma.
9,30h, ainda nada, nem noivos nem comida. 10h e ouve-se o rufar de tambores. Eis os noivos, precedidos por uma orquestra. Boa boa, vamos à janta!
Parece que ainda não é desta. Começa a música árabe, com 2 dançarinos que rodopiam e rodopiam e rodopiam. Com as bebidas todas dá cá uma tonteira! Quando souber trabalhar com a câmara de filmar, hei-de pôr aqui o vídeo. Vale a pena ver, mas tenho que ler as instruções da machine.
Continua...
Enfim, mais vale tarde que nunca.
Como alguns sabem, fui a um casamento a Damasco, na Síria. É um sítio tão bom como qualquer outro, para casar. Sendo a noivo de Málaga e a noiva de Damasco, fica tudo explicado.
A noiva é católica, por isso era suposto não haver grandes diferenças nos procedimentos.
Mas vou começar do princípio, porque é assim que deve ser feito.
A partir do momento em que é feito o pedido da mão da menina, a família da noiva não faz mais nada, como por exemplo organizar a boda. Fica tudo a cargo da família do noivo e imagino as dificuldades do mocinho para organizar a cerimónia e o banquete. Apesar de ser diplomata não deve ter sido fácil.
Antes da cerimónia religiosa, vai uma delegação a casa do noivo, para o acompanhar à igreja, não vá o noivo fugir. O seguro morreu de velho, mesmo na Síria. Na entrada da igreja ficam em fila, os pais do noivo, o noivo, os pais da noiva e os irmãos da noiva e respectivos consortes, se os houver. Têm que receber todos os convidados, o que é uma seca, tanto para eles como para os convivas. Mas enfim, a coisa fez-se, com mais ou menos sacrifício. O noivo entra na igreja pelo braço da mãe, a mãe da noiva é acompanhada pelo pai do noivo. Quando a noiva chega, entra na igreja pelo braço do pai. A cerimónia é idêntica às nossas, tendo sido esta celebrada em duas línguas para ninguém perder pitada.
Depois de casados, os noivos saem para o jardim da igreja e são cumprimentados e felicitados por toda a gente, o que demora o seu tempo. É servido depois um coktail ligeiro, um copo de cava e pouco mais, para o povo não perder o apetite para o jantar. O casamento foi às 6 da tarde e com estes rituais todos, eram 8 horas e ainda lá estávamos. Agora vai-se para o local do banquete e vamos à comidinha. Como cá, os noivos são os últimos a chegar.
O local era muito bonito, um palácio que é apenas usado para eventos deste género. Foram-nos servidas bebidas com fartura, alcoólicas e não alcoólicas, mas nada de aperitivos ou tira gosto. Nada! Mais uma cava, mais um vinho, mais um sumo ou vodka ou gim... Comida, népias.
9 horas e nada de noivos. Mais uma bebida e duas de treta para entreter. Comida ainda não, é preciso ter calma.
9,30h, ainda nada, nem noivos nem comida. 10h e ouve-se o rufar de tambores. Eis os noivos, precedidos por uma orquestra. Boa boa, vamos à janta!
Parece que ainda não é desta. Começa a música árabe, com 2 dançarinos que rodopiam e rodopiam e rodopiam. Com as bebidas todas dá cá uma tonteira! Quando souber trabalhar com a câmara de filmar, hei-de pôr aqui o vídeo. Vale a pena ver, mas tenho que ler as instruções da machine.
Continua...
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