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22.9.09

1.2.09



Há muito tempo que não escrevo aqui.
Não sei se os outros tempos voltarão, mas por enquanto fico calada. Bem, hoje não.
E tudo devido aos comentários às fotos que tirei na Barriosa que, presumo, a minha irmã, identificou.
Foi naquela zona que nasci e foi ali que, ao fim de alguns anos de ausência, voltei. E depois de vários anos sem lá ir, constatei que aqueles lugares nunca me tinham saído da memória e que tinha sentido saudades. Quanto mais lá vou, mais me apetece voltar.
Deve ser mágico, porque há pessoas que não sendo de lá, sentem o que eu sinto (ou quase) e ficam com vontade de voltar.
Vêm-me à memória as longas tardes de verão passadas no rio, as enguias que apanhávamos nas levadas, quando a água era desviada e que depois levávamos a uma tia, que tinha uma pachorra enorme para as arranjar e preparar para o nosso lanche e ainda as corridas atrás das cabras e ovelhas, pelos campos fora.
Naqueles tempos quem pensaria em playstations e companhia? Nem luz eléctrica havia, e nem tenho ideia de ela me fazer falta.
No último fim de semana que lá passei, a luz faltou durante umas horas, mas umas velas e a lareira cumpriram a sua função e fomos deitar-nos já de madrugada. Apenas um porém, sem luz também não há água!
Enfim, reminiscências de quem já não é novo!

11.3.08


Eis a minha mais recente obra, numa área que estou a descobrir. E estou surpreendida e entusiasmada. Por essa razão, o blogue e a internet, de uma maneira geral, ficam em standby.

14.2.08



Tenho uns amigos cariocas que conseguiram lugares para desfilar na Escola de Samba Académicos da Rocinha. Hora do desfile: Sábado, 4 horas da madrugada. Não se pode ter tudo, por isso há que aceitar. A coisa ficou melhor quando nos ofereceram entradas para o camarote do patrocinador da escola. Comida, bebida e assistir ao desfile num lugar privilegiado, ajudaram a passar o tempo.
Às 3 horas, vestir a fantasia e ir para a formação. Ora bem, vestir a fantasia não devia ser difícil, mas tornou-se no maior motivo de risota da noite. Quando me visto, deixo os sapatos para o fim. Assim fiz. Vesti o vestido, pus a saia de fitas por cima. De seguida enfiei as caneleiras, coloquei o esplendor, uma peça com uma armação de ferro que se colocava sobre os ombros, um colete com uma pomba, não sei de que material, mas que era duro e que era para uma pessoa mais alta que eu. Por cima disto tudo, ainda uma gola. Até aqui, tudo correu normalmente, a saia era larga e estava sempre a cair, as fitas arrastavam e pisava-as, mas tudo bem. Faltavam as peças para os braços e as sandálias. Aqui é que foram elas. Quem conseguia calçar e apertar as sandálias com aquela coisa rígida à frente? Ninguém, está claro. E ali estávamos, 5 pessoas num camarote, com o tempo a escassear, a rir que nem perdidos com as figuras de cada um. Até apertar as sandálias uns dos outros era difícil. O jeito foi abrir a porta e encontrar um incauto para fazer esse serviço. Uma desgraçada que ia a passar prestou-se e lá o fez, assim como apertar os adereços nos nossos braços.
Elmo na cabeça, estandarte na mão e toca a sair para a formação. Só para chatear, chovia a potes. As penas ficaram num estado miserável, mas nada de desistências. Estava calor, a chuva não era fria e faltava pouco para começar o desfile.
No caminho, encontrávamos pessoas que se fantasiavam no meio da rua, quase nuas, sem nenhum problema. Tivemos sorte em arranjar um camarim, senão faríamos a mesma figura.
E pronto, fomos para a nossa ala, ouvimos as instruções e partimos para 30 minutos de glória, na Av Sapucaí, ao som da bateria.


A raínha da bateria, Fábia Borges.

Apesar da hora tardia e da chuva, adorei participar. Fui para a cama às 8 da manhã, coisa que já não fazia há muitos anos.

13.2.08



No Rio de Janeiro as Escolas de Samba dividem-se em 2 categorias. No Sábado e Domingo antes do dia de Carnaval, desfilam as Escolas do 2º grupo. As Escolas do Grupo Especial desfilam na 2ª e 3ª feira. Eu só assisti aos desfiles de Sábado e fiquei espantada com a riqueza e o pormenor dos carros e das fantasias. É o trabalho de um ano inteiro, que envolve toda a comunidade, para um desfile que não pode ultrapassar 1 hora e 20 minutos, desde que entra no Sambódromo a 1ª figura, até que sai a última.
O nº de figurantes situa-se entre os 3000 e os 6000, portanto, cada um fica aproximadamente 30 minutos a desfilar. Tanto trabalho e tanto dinheiro para tão curto tempo de glória.

10.2.08


Cá estou, de novo.
E digo-vos já, assistir ao desfile das escolas de samba, ao vivo e a cores, é uma experiência única. E desfilar no meio daquela avenida é emocionante. Um dia destes conto tudo.

6.10.07



Nunca tinha visto isto: um trabalhador pega na pá e o outro, com uma corda, ajuda-o a levantá-la.
Em 90 km de estrada em obras, no Butão, nunca vimos uma máquina. É tudo feito à mão, com instrumentos rudimentares e essa distância está a ser reconstruida em toda a sua extensão. São mesmo 90 km de famílias inteiras a trabalhar, pequenos e grandes, tudo ajuda.
Viam-se bébés, a dormir no chão, no meio de uma poeirada infernal ou ao colo das mães ou de irmãos mais velhinhos.


Impressiona ver aquelas pessoas que, por necessidade, vivem em condições sub-humanas. Segundo nos foi dito são, na sua maioria, indianos que para aqui vieram, para trabalhar nas obras.
Um facto curioso: tivemos que esperar 3 horas para fazer a viagem de autocarro, porque a estrada estaria fechada num dos sentidos, enquanto o outro funcionava, já que o espaço livre só deixava passar um carro de cada vez. Pois bem, quando chegou a hora e começámos a viagem, o trânsito no sentido inverso era igual, ninguém respeitava o sinal de trânsito proibido. Os cruzamentos de 2 viaturas era uma aventura de loucos, sempre em risco de um deles resvalar por aquelas encostas até ao rio ou então trepar por montes de pedras e cascalho. Ao fim de 5 horas e de manobras estranhas, lá chegámos a Paro, sem mortos nem feridos.

14.9.07



Já tinha lido, antes de ir ao Nepal, que Kathmandu era a cidade mais poluída e desorganizada do planeta. Pois bem, não estava à espera do que vi. Tudo aquilo que li e vi em reportagens, fica àquem do que encontrei. Quando saí do autocarro, mesmo no centro da cidade, fui literalmente empurrada para um outro mundo. É muito pior do que alguma vez imaginei. O que me deu vontade, de imediato, foi entrar de novo no autocarro e pedir que me levassem para o hotel, de onde não voltaria a sair, a não ser para voltar para o aeroporto. É indescritível. A confusão, o barulho e os cheiros estão muito perto do insuportável. O trânsito é caótico, com motas, bicicletas, carros e transeuntes carregados ou não, a tentar passar em todas as direcções e buzinas ensurdecedoras a pedir passagem. Estranhamente, tudo anda, sem acidentes.
O lixo é despejado na rua, ou para o rio, sem a menor preocupação. As vacas andam no meio daquela confusão com o maior dos à-vontades, comendo o que encontram no meio daquela imundície.

Demorei algum tempo a recompor-me, ficando só com a preocupação do local onde iria pôr os pés. Insegurança, medo de assaltos, não tive, nesse aspecto sempre me senti segura.
E quando dei por mim, no meio daquele trânsito, sem medo de ser atropelada, achei que sobreviveria à experiência. Estou apta para visitar qualquer cidade do mundo.

27.6.07

Meus amigos, vou ausentar-me, por uns dias, para aqui.
Se entretanto precisarem de algo, comprem (eheheheheh), que eu vou fazer o mesmo.
Até 2ª feira e sejam felizes. Beijinhos.

13.6.07

4 momentos

O Fifi propôs um post com 4 momentos do dia. . Como sou amiga, aqui vão:

Enquanto tomo o pequeno almoço, uma visita rápida pela blogosfera, para ver as novidades. Ainda não há muitas...

Saí para uma ida ao cabeleireiro, para domar a melena. Teve que ser.

Quando cheguei a casa, a cadela Ira queria entrar. Como não deixei, foi a correr para a porta da cozinha, que ela consegue abrir. Malvada cadela.


E à noite, ao jantar, a luz que nos ilumina.

16.5.07

Digo-vos já: andar em cima de um camelo é uma experiência que não quero repetir. Além de serem muito altos, a suspensão não é grande coisa e a posição é desconfortável. Tudo isso associado à cagufa de cair dali abaixo.
Foi em Assuão que fizemos a "travessia do deserto", para visitar uma aldeia núbia. Nunca mais víamos a dita aldeia, nem longe nem perto e já pensava que iria ser abandonada no meio daquele areal e lá morreria à míngua.
Finalmente chegámos. O povo núbio é conhecido pela beleza das mulheres (os homens também eram jeitosos), os traços são mais delicados, se compararmos com as outras etnias negras.
Foi um alívio sentar-me numa coisa imóvel e beber um chá de menta (o 1º que me soube bem, desde sempre) e gozar a sombra, depois de andar sob um sol infernal e de uns "agradáveis" 49º, em cima de um "todo-o-terreno de orelha".
A Inês aproveitou o descanso, para brincar com um crocodilo bébé, uma coisa horrorosa, que nem para fazer uma carteirita dava (brincadeira).