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14.2.08



Tenho uns amigos cariocas que conseguiram lugares para desfilar na Escola de Samba Académicos da Rocinha. Hora do desfile: Sábado, 4 horas da madrugada. Não se pode ter tudo, por isso há que aceitar. A coisa ficou melhor quando nos ofereceram entradas para o camarote do patrocinador da escola. Comida, bebida e assistir ao desfile num lugar privilegiado, ajudaram a passar o tempo.
Às 3 horas, vestir a fantasia e ir para a formação. Ora bem, vestir a fantasia não devia ser difícil, mas tornou-se no maior motivo de risota da noite. Quando me visto, deixo os sapatos para o fim. Assim fiz. Vesti o vestido, pus a saia de fitas por cima. De seguida enfiei as caneleiras, coloquei o esplendor, uma peça com uma armação de ferro que se colocava sobre os ombros, um colete com uma pomba, não sei de que material, mas que era duro e que era para uma pessoa mais alta que eu. Por cima disto tudo, ainda uma gola. Até aqui, tudo correu normalmente, a saia era larga e estava sempre a cair, as fitas arrastavam e pisava-as, mas tudo bem. Faltavam as peças para os braços e as sandálias. Aqui é que foram elas. Quem conseguia calçar e apertar as sandálias com aquela coisa rígida à frente? Ninguém, está claro. E ali estávamos, 5 pessoas num camarote, com o tempo a escassear, a rir que nem perdidos com as figuras de cada um. Até apertar as sandálias uns dos outros era difícil. O jeito foi abrir a porta e encontrar um incauto para fazer esse serviço. Uma desgraçada que ia a passar prestou-se e lá o fez, assim como apertar os adereços nos nossos braços.
Elmo na cabeça, estandarte na mão e toca a sair para a formação. Só para chatear, chovia a potes. As penas ficaram num estado miserável, mas nada de desistências. Estava calor, a chuva não era fria e faltava pouco para começar o desfile.
No caminho, encontrávamos pessoas que se fantasiavam no meio da rua, quase nuas, sem nenhum problema. Tivemos sorte em arranjar um camarim, senão faríamos a mesma figura.
E pronto, fomos para a nossa ala, ouvimos as instruções e partimos para 30 minutos de glória, na Av Sapucaí, ao som da bateria.


A raínha da bateria, Fábia Borges.

Apesar da hora tardia e da chuva, adorei participar. Fui para a cama às 8 da manhã, coisa que já não fazia há muitos anos.

28.2.07


Mais lá do que cá.

As Marias no solário, um tudo nada deformadas. Seria o efeito do sol?