
Ando há uns tempos a adiar a reorganização da minha "biblioteca". Comecei hoje e tenho para mais uns dias. Lembrei-me então, de uma conversa com a Mónica, em que lhe disse que não gosto de livros e de filmes cujas histórias se passam em épocas em que não havia luz eléctrica nem automóveis. Ela riu-se e deve ter pensado que eu estava a brincar. É verdade, embora tenha lido alguns livros desses tempos e visto alguns filmes, também.
Quando vou comprar livros, na maior parte das vezes essa regra conta. Eu sei que sou faltada (e modesta), mas é mais forte do que eu. Gosto dos livros do João de Aguiar e a maior parte deles são passados nos primórdios da nossa nacionalidade e o "homem sem nome" nem sequer está localizado temporalmente e no entanto li-os todos. Os livros de Júlio Dinis e Eça também estão às escuras e isso nunca me impediu de os ler.
Experimentem ler "O Rinoceronte do Papa" de Lawrence Norfolk e digam-me o que pensam. Já o comecei aí umas vinte vezes, mas aquela escuridão assusta-me. É só um exemplo.
Cada tolo com sua mania e esta é minha. Gosto de velas, mas apenas para adorno.
E façam o favor de não me insultarem por este meu desabafo. Tenho mais manias, mas por agora fiquem com esta.