Há muito tempo que não escrevo aqui.
Não sei se os outros tempos voltarão, mas por enquanto fico calada. Bem, hoje não.
E tudo devido aos comentários às fotos que tirei na Barriosa que, presumo, a minha irmã, identificou.
Foi naquela zona que nasci e foi ali que, ao fim de alguns anos de ausência, voltei. E depois de vários anos sem lá ir, constatei que aqueles lugares nunca me tinham saído da memória e que tinha sentido saudades. Quanto mais lá vou, mais me apetece voltar.
Deve ser mágico, porque há pessoas que não sendo de lá, sentem o que eu sinto (ou quase) e ficam com vontade de voltar.
Vêm-me à memória as longas tardes de verão passadas no rio, as enguias que apanhávamos nas levadas, quando a água era desviada e que depois levávamos a uma tia, que tinha uma pachorra enorme para as arranjar e preparar para o nosso lanche e ainda as corridas atrás das cabras e ovelhas, pelos campos fora.
Naqueles tempos quem pensaria em playstations e companhia? Nem luz eléctrica havia, e nem tenho ideia de ela me fazer falta.
No último fim de semana que lá passei, a luz faltou durante umas horas, mas umas velas e a lareira cumpriram a sua função e fomos deitar-nos já de madrugada. Apenas um porém, sem luz também não há água!
Enfim, reminiscências de quem já não é novo!















