
Andar pelas estradas do Tibete é lento, muito lento. Não pela qualidade das estradas nem pelo volume de tráfego. A razão é somente devida ao controle de velocidade, de 70km por hora. E não pensem que a tecnologia está avançada. De 50 em 50 km existem operações stop. Todos os veículos são obrigados a parar e é-lhes dada uma folha com a identificação do condutor, marca e matrícula do carro e a hora da passagem. No controle seguinte, entregam a folha ao polícia, que verifica o tempo que levou a percorrer aqueles kms e preenche outro. Ai de quem tiver demorado menos tempo do que o devido.
Agora imaginem, quando o motorista acelerava mais um bocadito, lá tínhamos que efectuar uma paragem técnica para esvaziar a bexiga, no meio de nenhures, homens para um lado, mulheres para o outro, cada uma à procura da melhor árvore ou do melhor montículo, para esconder as brancuras, isto para as mulheres, já que para os homens é mais fácil. Acho que nunca vi tanto rabo!
As paragens policiais e as técnicas obrigaram-nos a uma viagem de 10 horas para fazer 400km em estradas planas e sem trânsito. É obra!













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