29.10.07


Andar pelas estradas do Tibete é lento, muito lento. Não pela qualidade das estradas nem pelo volume de tráfego. A razão é somente devida ao controle de velocidade, de 70km por hora. E não pensem que a tecnologia está avançada. De 50 em 50 km existem operações stop. Todos os veículos são obrigados a parar e é-lhes dada uma folha com a identificação do condutor, marca e matrícula do carro e a hora da passagem. No controle seguinte, entregam a folha ao polícia, que verifica o tempo que levou a percorrer aqueles kms e preenche outro. Ai de quem tiver demorado menos tempo do que o devido.
Agora imaginem, quando o motorista acelerava mais um bocadito, lá tínhamos que efectuar uma paragem técnica para esvaziar a bexiga, no meio de nenhures, homens para um lado, mulheres para o outro, cada uma à procura da melhor árvore ou do melhor montículo, para esconder as brancuras, isto para as mulheres, já que para os homens é mais fácil. Acho que nunca vi tanto rabo!
As paragens policiais e as técnicas obrigaram-nos a uma viagem de 10 horas para fazer 400km em estradas planas e sem trânsito. É obra!

23.10.07


Ando há uns tempos a adiar a reorganização da minha "biblioteca". Comecei hoje e tenho para mais uns dias. Lembrei-me então, de uma conversa com a Mónica, em que lhe disse que não gosto de livros e de filmes cujas histórias se passam em épocas em que não havia luz eléctrica nem automóveis. Ela riu-se e deve ter pensado que eu estava a brincar. É verdade, embora tenha lido alguns livros desses tempos e visto alguns filmes, também.
Quando vou comprar livros, na maior parte das vezes essa regra conta. Eu sei que sou faltada (e modesta), mas é mais forte do que eu. Gosto dos livros do João de Aguiar e a maior parte deles são passados nos primórdios da nossa nacionalidade e o "homem sem nome" nem sequer está localizado temporalmente e no entanto li-os todos. Os livros de Júlio Dinis e Eça também estão às escuras e isso nunca me impediu de os ler.
Experimentem ler "O Rinoceronte do Papa" de Lawrence Norfolk e digam-me o que pensam. Já o comecei aí umas vinte vezes, mas aquela escuridão assusta-me. É só um exemplo.
Cada tolo com sua mania e esta é minha. Gosto de velas, mas apenas para adorno.
E façam o favor de não me insultarem por este meu desabafo. Tenho mais manias, mas por agora fiquem com esta.
3 anos nesta vida secreta(?) é muito tempo.
Ainda se dissesse alguma coisa de jeito....

19.10.07


Palácio da Cultura e da Ciência de Varsóvia, Polónia.
Um edifício enorme, construido pelos ocupantes russos, à imagem e semelhança dos edifícios Seven Sisters em Moscovo, idealizados por Stalin. É odiado pelos polacos, por se lembrarem dos anos de ocupação russa.

A Praça da Cidade Velha, reduzida a escombros durante a 2ª guerra e meticulosamente reconstruida, é a zona mais bonita da cidade.
Confesso que estava à espera de uma cidade monumental e fiquei desiludida, apesar do enorme esforço de renovação que se vê por todo o lado.

17.10.07


"O Ninho", o estádio principal dos Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim.

10.10.07


Eis um artigo interessante sobre o Butão. Dá uma pequena ideia do que se passa nesse reino dos Himalaias.

9.10.07

8.10.07



Quem sabe o que é isto?
Eu não sabia, juro. Pois bem, esta plantinha, maria joana, cresce por todo o lado, no Butão. É proíbido o seu uso, assim como o do tabaco e o povo cumpre.

6.10.07



Nunca tinha visto isto: um trabalhador pega na pá e o outro, com uma corda, ajuda-o a levantá-la.
Em 90 km de estrada em obras, no Butão, nunca vimos uma máquina. É tudo feito à mão, com instrumentos rudimentares e essa distância está a ser reconstruida em toda a sua extensão. São mesmo 90 km de famílias inteiras a trabalhar, pequenos e grandes, tudo ajuda.
Viam-se bébés, a dormir no chão, no meio de uma poeirada infernal ou ao colo das mães ou de irmãos mais velhinhos.


Impressiona ver aquelas pessoas que, por necessidade, vivem em condições sub-humanas. Segundo nos foi dito são, na sua maioria, indianos que para aqui vieram, para trabalhar nas obras.
Um facto curioso: tivemos que esperar 3 horas para fazer a viagem de autocarro, porque a estrada estaria fechada num dos sentidos, enquanto o outro funcionava, já que o espaço livre só deixava passar um carro de cada vez. Pois bem, quando chegou a hora e começámos a viagem, o trânsito no sentido inverso era igual, ninguém respeitava o sinal de trânsito proibido. Os cruzamentos de 2 viaturas era uma aventura de loucos, sempre em risco de um deles resvalar por aquelas encostas até ao rio ou então trepar por montes de pedras e cascalho. Ao fim de 5 horas e de manobras estranhas, lá chegámos a Paro, sem mortos nem feridos.

4.10.07



Mónica, chama àquelas coisas o que quiseres, mas fazem parte deste templo, em Patan. As esculturas são em madeira pintada. Não me lembro de ver mármores, embora aquilo pareça.